sábado, 8 de dezembro de 2012

So Far Away…

Neste momento a física não é algo que precise. Tudo o que eu quero agora á química.

Sentimentos.

Tenho estado todos os dias com pessoas tão próximas, constantemente a tocar-lhes, a falar com elas, a sorrir e a brincar mas se de repente me deixo relaxar, nem que seja só por um segundo, se calha olhar para alguém nesse segundo em que deixo a minha mente flutuar, sinto que esse alguém está distante, não vejo sequer um propósito em lhe falar, em estar ali e ser superficial.

Raramente tenho aquela necessidade de fugir mas se esse segundo de relaxamento se prolongar sem interrupções é exatamente isso que faço. Fujo, não no sentido físico mas sim emocional, uma parte de mim impele-me a ficar calada e quieta como um coelho assustado mas na realidade não fico assustada, apenas estática por dentro, como surpreendida pela distância que mantenho a essa pessoa. É horrível porque me sinto “concentradamente desconcentrada” mas ao mesmo tempo acho maravilhoso poder sentir-me dessa forma, como se realmente estivesse longe de toda a gente e muito próxima de alguma sensação que ainda não conheço por completo mas que já lhe senti a superfície.

Neste momento preciso de química mas ao mesmo tempo quero o meu espaço para poder encontrar o sentimento que ainda não conheço por completo e pelo qual estou entusiasmada neste momento confuso.

 

P.S.: Não sei se já contei mas estou a escrever um novo livro e, apesar de não o querer terminar porque está a ser maravilhoso escrevê-lo, estou ansiosa de o terminar porque este será aquele com o qual eu ganharei coragem…

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Pensar que conhecemos alguém que não nos vai decepcionar é uma loucura, é uma estupidez, é uma inocência... se até nós nos decepcionamos a nós próprios como podemos esperar algo melhor de outra pessoa? É bonito pensar isso mas no fim só nos decepciona mais portanto o melhor seria não pensar mesmo...

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Attaching to the World



I want to toutch the sky and feel like it is mine.
I want to dive in the ocean and feel like I belong to it.
I am not asking for the world to be mine, I just want the air and the water around me.
Is that too much?
I am only asking to have the pleasure to feel attached to something once more in my life because right now I don't even feel attached to myself...

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Sem Interesse


Estive muito tempo sem escrever nada neste blog, pensei várias vezes em fazê-lo mas queria colocar aqui algo que transmitisse uma mensagem, algo complexo que se estivesse a estruturar na minha cabeça mas todos os pensamentos que tive este ano lectivo ou eram demasiado simples, sem grandes pormenores, ou demasiado complexos, com pormenores que não compreendia inteiramente.
Tenho de ser sincera, neste momento não estou com inspiração para escrever algo interessante publicamente mas quero, realmente quero escrever algo. Mas bloqueio demais enquanto escrevo; apesar de ler muito, pensar mais do que nunca no mundo e no universo misturando a ciência com a filosofia simplesmente a minha mente recusa-se a pensar coerentemente. De momento no meu cerebro existem só palavras soltas que eu com muito esforço combino desajeitadamente em frases quem só se entendem á segunda vez que se lêem.

Agora, só depois de escrever este texto e lê-lo novamente compreendo o porquê de eu estar assim: Durante este ano aprendi muito sobre muita coisa, levei várias vezes a minha mente racional ao limite assim como o meu subconsciente. Pensei tanto, vivi tanto  enquanto tudo o que queria era descanço que agora o meu corpo quer o descanso que não teve justamente quando o meu cerebro já não o quer.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Existência

Não tenho certezas do que sinto, talvez a minha palavra preferia, perdida, seja a melhor para descrever como me sinto mas como já é algo tão normal, considero-a um estado de espirito. Talvez neste momento a palavra que soa melhor aos meus ouvidos seja incompleta.
Enquanto olho através da minha janela e olho o mundo; um pedaço de horizonte, o sol a espreitar pelo prédio e o vento a agitar as folhas das árvores, enfim para descrever o que vejo seriam necessárias milhares de palavras e uma mente incrivel para as organizar a todas, seria necessario uma imagem ou talvez mais que isso: uma visualização ao vivo.
Só de saber que tudo o que vejo é feito de energia e que esta nunca se perde, nunca se cria, apenas se transforma, dá-me arrepios. Esta conclusão faz-me pensar tanto que não consigo pensar mais. Fico bloqueada, incompleta. Se nem uma única particula desta energia se perde nem se cria então toda esta energia pertence a universo desde sempre, só para não irmos mais longe. Se pensarmos bem, se embatermos contra a parede que nos impede de acreditar em coisas á partida inacreditáveis, conseguimos concluir que, de alguma forma, algum pedaço desta energia que eu estou a ver através da janela, já foi outrora a energia que criou seres vivos, que possivelmente originou catástrofes. A energia que está agora na forma de vento já foi, possivelmente, outros tipos de energia, já gerou outros tipos de coisas.
Espantoso é que, estando eu aqui em pé a olhar para a janela vendo este mundo que nunca pára, nunca perde o tempo que tem, faz mil e uma coisas ao mesmo tempo, a planta que está do outro lado da janela ainda não parou se ser agitada pelo vento e, no entanto, eu já estou cansada, ao mexer-me com o desconforto estou a emitir energia que se está a dissipar e a transformar noutro tipo de energia, isto é algo que me reconforta imenso; para eu ficar a sentir-me bem basta saber que sou útil, que ao viver estou a usar energia, não a gasto mas também não a crio, apenas a utilizo, tal como ela me utiliza, tal como já utilizou outros milhões de coisas. A verdade é que aind não fiz uma pesquisa a fundo sobre isto mas, pelo que ouço dizer, pelo que vejo aqui mesmo á minha frente, parece-me total e completamente natural.
Confesso que não acredito em Deus mas ás vezes gostava mesmo de conseguir ter fé suficiente para acreditar num ser superior a nós, talvez de outra dimensão, que sabe tudo sobre o mundo onde nós, seres humanos, homo sapiens, vivemos. Se alguma vez eu encontrasse esse ser perguntar-lhe-ia como é que o universo funciona e, mais importante que tudo, porque é que é assim. Porém, admito que talvez querer saber tudo pode não ser assim tão bom, por vezes penso que é preferivel viver com medo do desconhecido, com a curiosidade e orgulho pela descoberta, com o entusiasmo de vir a poder descobrir tudo do que viver com a perfeita consciencia de tudo o que se passa á volta, com emoções insipidas, enfim, resumindo, aborrecimento total, pelo menos para mim, porque eu encaro-me como uma amante da ciência, da descoberta, da adrenalida. Na minha vida, todo o pedaço de enusiasmo é bem-vindo e acolhido como se não houvesse amanhã.
Para terminar esta minha enorme conversa comigo mesma penso que deveria pensar numa conclusão absolutamente fantástica, bem resumida mas, no meio de tantos pensamentos já nem sei porque comecei a escrever, talvez porque estava maravilhada com a visão á minha frente... Daqui a uns minutos o sol vai-se pôr e eu vou ficar a ver isso acontecer porque, para mim, obsevar a natureza é a melhor coisa no mundo e é por isso que segui ciências, desta forma posso não só observar a natureza todos os dias mas também trabalhar para a desvendar, mesmo que eu seja enfiada dentro de um laboratório saberei que estou a trabalhar para desvendar pequenos segredos do que mais amo neste mundo.

domingo, 15 de abril de 2012

Natureza



 
Se eu necessitasse de algo,
necessitaria de ti;
Se eu fugisse,
fugiria para ti,
contigo,
por ti;
Se eu não fosse eu,
seria tu
Se eu estou aqui,
é por ti;
E quando eu fugir,
será para te procurar,
por entre o vento
onde busco o teu alento.

sábado, 31 de março de 2012

Apenas Continuar

Tudo o que pensava que sabia
Era uma grande mentira
Toda a minha longa vida
Era afinal um curto sonho
Cheio de desejos
Coisas que não fiz
Coisas que chegaram ao fim
Todo este tempo
Menti e não arrependi
Nunca guardei rancor
Nunca gritei de agonia
Não perdi o controlo
Os meus pés não abandonaram o solo
Não estou perdida,
Sei exactamente onde estou
Só estou perdida,
porque não sei o que fazer
Estou sempre aborrecida
E nada me satisfaz
Acho que sei o que quero
Só não sei se consigo
Respirar é fácil
Parar é doloroso
Continuar será o que não for

O Desejo estimula-me, assim como o Medo me refreia

Lágrimas Patentes



Quando o amanhã chegar
Talvez eu não esteja presente
Mas só se deixar
Que esta lágrima patente
Escorregue do meu coração
Fluindo pelo ar
E caindo no chão
Se não a agarrar
Então perderei a minha inocência
Sem senso
E sem consciência
Mergulharei em silêncio

Eu & Nada


Nada do que penso
Nada do que faço
Nada do que quero
Nada do que necessito
É suficiente
Para me manter aqui presente
Para me manter no mesmo lugar
Rodeada do mesmo tudo
Nada do que sou
É suficiente
Para me manter acordada.

Sentimentos com erros

Tudo acabou e nada faz sentido
Os erros cometem-se por uma razão
Não para aprender com eles
São demasiada tentação,
para serem cometidos apenas uma vez
Os erros cometem-se
Para aprender o que é sofrer
Para aprender o que é a humilhação
Para aprender o que é desapontar
Se os erros não existissem
Nenhum destes sentimentos existiria
E sem ele não haveria
Nem amor nem amizade
Sem sentimentos maus
Não há compreensão
Para ver os bons
E perceber quão bons eles são


Visível ou Invisível


Visível ou invisível
Eu sempre vivo
Não luto
Mas alguém o faz por mim
Desisto
Mas alguém me agarra
De uma maneira ou de outra
Nem para sempre vou viver
Quando luto
Alguém me magoa
Quando me levanto
Alguém me larga
E assim o fim
Nunca será final

O Preço da Vida

Muitos dizem que a vida não tem preço, que não pode ser comprada... talvez seja verdade mas não totalmente.
Ninguém pode comprar a vida de outro ser, mas a vida tem um preço... a morte.
Depois de desfrutarmos de uma vida com coisas boas e más, recordações, memórias e toneladas de outras coisas incluindo injustiças e perigos, chega uma altura em que a divida tem de ser paga. Viver nem sempre é bom mas os momentos maus existem para dar aquele brilho que amamos aos bons momentos... é esse brilho que recordamos e que nos dá vontade de viver.
É o conjunto de tudo isto que torna a vida fantástica e incalculável. É esse o brilho que a morte nos retira quando a vida se cansa de nós.


Adeus

Pensa na pior maneira
Do Adeus
Esquece o difícil
E relembra o que nem sempre
É fácil de dizer
Imagina o que penso
Algo fácil
Que seja difícil
Por dentro
E por fora
Imagina fugir
Pensa na emoção
Do Adeus
Esquece o que
Não queres esquecer
Pensa só no que é fácil
De dizer
E di-lo antes de morrer

Mar Eterno


Mar Salgado
Lavando lágrimas minhas
Que desperdicei pelo Amor
Amor eterno 
Apenas é o meu
Pelo Mar
Criado por Deuses
Ondas perfeitas
Rebentam no meu corpo
Triste ou Contente
O Mar está lá
Para mim
Para Sempre

Subconsciente

Deixa o teu mundo flutuar
Deixa o teu mundo fazer o que quer
Deixa-o ser criativo
Mesmo quando está em baixo
Sonha acordada
Com o que poderia ter acontecido
Leva o teu subconsciente
Ao limite
Deixa as tuas lágrimas brotarem
Como as rosas da noite
Não sejas egoísta
E deixa-te desfrutar do mundo
Deixa-te desfrutar do paraíso
Deixa que o teu subconsciente te guie
E sê feliz com ele
Tenta só e verás
Que flutuarás
Como um anjo sem rumo
Apenas com um destino
E a vontade de viver
E de ser feliz
Voltará para ti.

Imaginação

René Magritte, La corde sensible, 1960


O que não existe
Não pode ser explicado
Não é real
Não é verdadeiro
É imaginação
Demasiado sonhadora
Demasiado voadora
Demasiado maravilhosa
Para ser ignorada


...Memórias...

Memórias Perdidas
Que foram Rejeitadas
Postas de lado
Para sempre Esquecidas
Foram Mergulhadas
No meu lago profundo
Memórias outrora Amadas
Fortemente Abraçadas
Desapareceram da minha mente
Tornaram-se Desprovidas
E agora Relembradas
Voltaram para mim
Aquelas Ignoradas
Mas já não mais Perdidas

Enches e Esvazias

Costumava pensar
Demasiado
Por tua causa,
Por causa da inspiração
Que me davas
Inspiração feliz
Mas agora não penso nada
Estou vazia
Bloqueada
Novamente por tua causa
Por causa das lágrimas
Que por ti derramei
E que lavaram
Toda a minha sabedoria