sábado, 31 de março de 2012

Apenas Continuar

Tudo o que pensava que sabia
Era uma grande mentira
Toda a minha longa vida
Era afinal um curto sonho
Cheio de desejos
Coisas que não fiz
Coisas que chegaram ao fim
Todo este tempo
Menti e não arrependi
Nunca guardei rancor
Nunca gritei de agonia
Não perdi o controlo
Os meus pés não abandonaram o solo
Não estou perdida,
Sei exactamente onde estou
Só estou perdida,
porque não sei o que fazer
Estou sempre aborrecida
E nada me satisfaz
Acho que sei o que quero
Só não sei se consigo
Respirar é fácil
Parar é doloroso
Continuar será o que não for

O Desejo estimula-me, assim como o Medo me refreia

Lágrimas Patentes



Quando o amanhã chegar
Talvez eu não esteja presente
Mas só se deixar
Que esta lágrima patente
Escorregue do meu coração
Fluindo pelo ar
E caindo no chão
Se não a agarrar
Então perderei a minha inocência
Sem senso
E sem consciência
Mergulharei em silêncio

Eu & Nada


Nada do que penso
Nada do que faço
Nada do que quero
Nada do que necessito
É suficiente
Para me manter aqui presente
Para me manter no mesmo lugar
Rodeada do mesmo tudo
Nada do que sou
É suficiente
Para me manter acordada.

Sentimentos com erros

Tudo acabou e nada faz sentido
Os erros cometem-se por uma razão
Não para aprender com eles
São demasiada tentação,
para serem cometidos apenas uma vez
Os erros cometem-se
Para aprender o que é sofrer
Para aprender o que é a humilhação
Para aprender o que é desapontar
Se os erros não existissem
Nenhum destes sentimentos existiria
E sem ele não haveria
Nem amor nem amizade
Sem sentimentos maus
Não há compreensão
Para ver os bons
E perceber quão bons eles são


Visível ou Invisível


Visível ou invisível
Eu sempre vivo
Não luto
Mas alguém o faz por mim
Desisto
Mas alguém me agarra
De uma maneira ou de outra
Nem para sempre vou viver
Quando luto
Alguém me magoa
Quando me levanto
Alguém me larga
E assim o fim
Nunca será final

O Preço da Vida

Muitos dizem que a vida não tem preço, que não pode ser comprada... talvez seja verdade mas não totalmente.
Ninguém pode comprar a vida de outro ser, mas a vida tem um preço... a morte.
Depois de desfrutarmos de uma vida com coisas boas e más, recordações, memórias e toneladas de outras coisas incluindo injustiças e perigos, chega uma altura em que a divida tem de ser paga. Viver nem sempre é bom mas os momentos maus existem para dar aquele brilho que amamos aos bons momentos... é esse brilho que recordamos e que nos dá vontade de viver.
É o conjunto de tudo isto que torna a vida fantástica e incalculável. É esse o brilho que a morte nos retira quando a vida se cansa de nós.


Adeus

Pensa na pior maneira
Do Adeus
Esquece o difícil
E relembra o que nem sempre
É fácil de dizer
Imagina o que penso
Algo fácil
Que seja difícil
Por dentro
E por fora
Imagina fugir
Pensa na emoção
Do Adeus
Esquece o que
Não queres esquecer
Pensa só no que é fácil
De dizer
E di-lo antes de morrer

Mar Eterno


Mar Salgado
Lavando lágrimas minhas
Que desperdicei pelo Amor
Amor eterno 
Apenas é o meu
Pelo Mar
Criado por Deuses
Ondas perfeitas
Rebentam no meu corpo
Triste ou Contente
O Mar está lá
Para mim
Para Sempre

Subconsciente

Deixa o teu mundo flutuar
Deixa o teu mundo fazer o que quer
Deixa-o ser criativo
Mesmo quando está em baixo
Sonha acordada
Com o que poderia ter acontecido
Leva o teu subconsciente
Ao limite
Deixa as tuas lágrimas brotarem
Como as rosas da noite
Não sejas egoísta
E deixa-te desfrutar do mundo
Deixa-te desfrutar do paraíso
Deixa que o teu subconsciente te guie
E sê feliz com ele
Tenta só e verás
Que flutuarás
Como um anjo sem rumo
Apenas com um destino
E a vontade de viver
E de ser feliz
Voltará para ti.

Imaginação

René Magritte, La corde sensible, 1960


O que não existe
Não pode ser explicado
Não é real
Não é verdadeiro
É imaginação
Demasiado sonhadora
Demasiado voadora
Demasiado maravilhosa
Para ser ignorada


...Memórias...

Memórias Perdidas
Que foram Rejeitadas
Postas de lado
Para sempre Esquecidas
Foram Mergulhadas
No meu lago profundo
Memórias outrora Amadas
Fortemente Abraçadas
Desapareceram da minha mente
Tornaram-se Desprovidas
E agora Relembradas
Voltaram para mim
Aquelas Ignoradas
Mas já não mais Perdidas

Enches e Esvazias

Costumava pensar
Demasiado
Por tua causa,
Por causa da inspiração
Que me davas
Inspiração feliz
Mas agora não penso nada
Estou vazia
Bloqueada
Novamente por tua causa
Por causa das lágrimas
Que por ti derramei
E que lavaram
Toda a minha sabedoria

Talvez...

Talvez eu deva ser
Talvez eu deva temer
Talvez eu deva ansiar
Ou talvez eu deva esperar
Talvez eu deva viver mais um dia
Talvez o meu coração deva parar
Talvez eu deixe de respirar
De abraçar
De magoar
Talvez eu deva odiar
Quem nunca odiei
Ou amar
Quem nunca amei
Talvez eu não deva pensar
Para esquecer
A dor que me faz morrer

Depois do Agora



Depois do Agora
Tentarei ser feliz
Tentarei voltar Amar
Como te Amei
Esquecerei a minha actual Tristeza
Encontrarei outra
Para outro ser a ver
Tentarei não derramar
As lágrimas que não quero agarrar
Tentarei ser
O que sempre deveria ter sido
Mas apenas se deixares
Se não voltares
A agarrar a minha mão
A prender-me ao teu coração
A encurralar-me na tua alma
Depois do Agora
Serei somente eu