Passado.
Passou.
Não existe. Acabou.
Mas existiu. Deu continuidade ao presente.
Uma parte dele faz parte de mim.
Uma parte de mim fez parte dele.
O mundo funciona como um relógio que nunca pára, as horas que passam transformam-se no passado e as que ainda não chegaram serão o nosso futuro. Nesta forma de penamento o presente é somente a encruzilhada onde nos encontramos entalados entre os mistérios do passado e os do futuro.
Este é um mistério do futuro, devemos respeitar e esperar pela hora certa, tal como esperamos em frente à televisão que as horas passem, devemos esperar que o relógio se avarie.
Mas como sabemos que ele se vai avariar? Supostamente, isso também deveria ser um mistério do futuro mas penso que o ser humano já viveu o tempo suficiente para ter consciência de que tudo tem um fim.
Vou ser direta: não acredito que um dia conseguiremos viajar no tempo, talvez visualizar o passado através das memórias, tal como nós mesmos fazemos, mas infelizmente não consigo ter qualquer fé nas viajens no tempo porém, se alguma vez alguém conseguir esse feito publicarei (se ainda for viva) aqui mesmo as minhas desculpas pela falta de fé no cérebro humano (ou o de qualquer outra espécie).

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