segunda-feira, 9 de setembro de 2013

O Princípio das Relações - a Teoria Emocional

O Outono está a aproximar-se. O pôr-do-sol já não aparece na minha janela; fica escondido atrás de outros prédios, o que me leva a ficar um tanto melancólica: está frio lá fora o verde das folhas já perdeu metade da vivacidade e eu sinto-me... aconchegada nas minhas mantas.
É nestas alturas do ano em que mais penso, mais questiono; fico mais romântica e lamechas.

Ontem perguntei-me: qual será a receita perfeita para um 'perfect match'? Depois de divagar um pouco (muito - como é habitual dentro deste meu cérebro) apercebi-me que o que nos diferencia de todos os outros animais são as intensas emoções/sentimentos e a elevada complexidade do raciocínio. Na maioria dos animais, na época do acasalamento, os machos exibem-se às fêmeas fisicamente e nem em todas as espécies esses animais ficam com esse companheiro para o resto da sua vida.
Neste ponto perguntei-me: e se for esse o problema dos humanos? Ok, já toda a gente sabe "não é só a aparência que importa; o interior também é importante" mas é, de facto, na maior parte das vezes, o exterior, a aparência física que salta à vista; é o factor mais relevante quando se conhece alguém e é, também, à volta da aparência física que se formam os preconceitos e as expectativas. Será que, se 'virmos' primeiro a personalidade da pessoa: se primeiramente nos sentirmos atraídos pela personalidade da pessoa... a relação será mais estável, mais duradoura e, até talvez, mais autêntica?
Será que as melhores relações são aquelas em que as duas pessoas 'construíram a relação' num alicerce emocional? Eu acredito que sim; a aparência física pode iludir um pouco, pode aumentar as nossas expectativas acerca da relação; pode fazer-nos sentir coisas que a personalidade da pessoa nunca poderia alcançar deixando-nos, assim, desiludidos.
É só uma teoria mas, da próxima que me apaixonar, espero que aconteça primeiro a atracção emocional porque, a mim, parece-me ser algo bem mais real, apesar de abstracto. Além disso, parece ser algo raro; as coisas raras são, claro, as mais preciosas e as mais dignas de serem guardadas.

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